- Drauzio Varella acha que não estamos gastando energia o suficiente Um médico famoso diz que sentar ao computador não gasta energia. Duas listas, um desafio e uma autocitação com três orgasmos.
- O que é um artista? Parte um: assine a linha pontilhada Dos auroques de Lascaux a Gutenberg: por que os criadores de imagens foram anônimos por milênios, e o que a "democratização das mídias" fez com isso.
- A busca pela felicidade é uma farsa Um pastel gorduroso, uma lata de Coca com a palavra "Felicidade", os 27 anos de Mandela na prisão e o casal de mídia que foi a Berlim "investigar a felicidade".
- Por que é fácil odiar Romero Britto? Repetição, profundidade, preço: desmontando os três argumentos-padrão contra o pintor mais odiado do Brasil — e o que esse ódio protege.
- A morte da literatura é um ótimo negócio Cintos de segurança, a Lei da Palmada, bolachas veganas e por que ninguém mais quer ler Dostoiévski: sobre a transferência de responsabilidade.
- O Guia da Lamentabilidade Uma ciência divinatória para calcular, com duas casas decimais, as chances de um evento ser — ou dar em — merda.
- O absurdo nos semáforos falantes de São José dos Campos Uma voz robótica dá lição de moral nos pedestres — e emudece no exato momento em que uma pessoa cega precisaria dela.
- Duas breves notas sobre a impermanência pronto para partir deste mundo a qualquer momento; sobre viajantes que nunca voltam os mesmos.
- 8 anos sem televisão: um relato Dilatação do tempo, ritmo interno mais lento, menos desejos de consumo e uma verdade absoluta do universo: 100% do que passa na TV é uma bosta.
- O enfático guia de sobrevivência emocional na Internet Para o amigo que quis voltar de bicicleta pra casa para apagar um status do Facebook: ninguém está pensando no que você postou. Só você.
- História sobre dois homens Um cego que assobia como os pássaros, um homem de pouca idade morto a tiros num sábado de manhã, e a história que poderia tê-los unido.
- Enquanto isso em um futuro nem tão distante Depoimento de um usuário de netnetnetbook: toda uma geração de corcundas com mãozinhas pendentes e pulsos doloridos.
- A morte do livro impresso, prólogo Uma senhora de 100 anos volta a ler graças a um iPad, e o mundo dos computadores feitos por quem não gosta de pessoas mostra as primeiras rachaduras.
- Desenhando sem rascunhos ou planos prévios Uma técnica de desenho que é o oposto da concentração: guarde a borracha, abra-se a todos os estímulos e confie no acaso.
- O último sistema operacional LastOS: um sistema operacional onde pastas estouram, o lixo apodrece e janelas se quebram — exatamente como as metáforas prometem.
- “Nós”, de Eugene Zamiatin Vinte e três anos antes de Orwell, um engenheiro russo escreveu a distopia de paredes de vidro que o 1984 tornaria famosa — permanecendo desconhecido por isso.
- O advento da salsicha, a morte da intuição Quem é capaz de engolir uma salsicha é capaz de engolir qualquer coisa: sobre comida industrial, cultura barata e o cultivo deliberado da estupidez.
- O último livro impresso O último livro impresso tratará da história dos livros impressos — e será um fracasso de vendas, vazado na rede por um funcionário insatisfeito.
- Manifesto Inexpressionista Um manifesto de retrógrados: aceitamos humildemente nossa incapacidade para a arte contemporânea e devolvemos a arte à mente do público.
- Imagens que consumimos Pensamento em superfície contra pensamento em linha: como as imagens da mídia de massa substituíram o mundo e aprisionaram o homem. Com Flusser.
- O plágio e a ilusão do único De Duchamp ao compartilhamento de arquivos: o plágio como método, o mercado do "objeto único" e o dia em que toda pessoa será um tipo especial de artista.
- 1984, de George Orwell Como um grande romance eclipsou a própria fonte — Orwell leu Zamiatin, e a Guerra Fria fez o resto. Um caso de plágio bem-sucedido.
Os textos aqui reunidos são de uma época em que eu escrevia assiduamente no meu blog e em outros sites como convidado.
Não é coincidência que os textos vão até 2014; esse foi precisamente o ano em que comecei a levar a tatuagem a sério e dedicar quase a totalidade do meu tempo a essa linguagem. A tattoo exige muito: são diversas técnicas e conhecimentos que precisam ser adquiridos simultaneamente e exigem uma prática constante.
Tenho um pouco de vergonha alheia de algumas coisas que escrevi e também tenho críticas sérias à forma como certas ideias são elaboradas. Vou tentar incluir essas ideias nos textos aos poucos.
Sinceramente espero que as leituras disponíveis aqui agreguem alguma coisa na sua vida, mas eu manteria as expectativas de moderadas pra baixas.